Growth Marketing

O termo “Growth Marketing” foi criado e Sean Ellis e se refere a um processo, um experimento para alavancar um negócio através de estratégias e táticas não convencionais. O objetivo é encontrar oportunidades visando resultados rápidos para o crescimento da empresa.

Na prática, funciona da seguinte forma:

  • Coleta de dados:

Levante todos os números que fazem parte do processo de avaliação da situação a ser desenvolvida no seu plano de growth (os dados irão variar de acordo com o negócio e setor):

  • Quais KPIs está usando?
  • Quais são as metas anteriores?
  • Quais são os números dos últimos 6 meses?

O growth pode ser aplicado em qualquer departamento da empresa, desde que seja trabalhado o ciclo dessa forma. Pode ser na área comercial, utilizando dados de vendas, como número de atendimentos, taxa de conversão, ticket médio etc. No caso do marketing digital, que é o nosso foco, vai de acordo com a estratégia, como número de leads, CPL, CTR, tráfego, taxa de engajamento, CPA etc. O especialista da área saberá quais são os dados que devem ser trabalhados e observados de acordo com cada objetivo/necessidade

  • Entenda os dados

O número pelo número não diz muita coisa. Para fazer sentido, deve ser aplicado em uma realidade de tempo e circunstâncias/métricas. Para os números estarem ligados a um processo de growth, eles precisam fazer parte de um “Key Performance Indicator” (KPI), ou seja, o número faz parte de um parâmetro de comparação. Alguns exemplos:

  • Número dos últimos 6 meses
  • Crie gráficos dos dados que irá avaliar para entender o comportamento em determinado período.
  • Comparativos por período/sazonalidade, pré e durante Covid-19, por exemplo
  • Relate as situações desse período em análise. Traga informação.
  • Tenha certeza das origens dos dados para não correr o risco de entender errado e gerar “crenças enganosas”.
  • Crie hipóteses

Com o entendimento dos dados, naturalmente, irá ver situações que poderiam ser melhores para o seu negócio. Os dados se tornarão situações, contextos e possibilidades na sua cabeça.

“Possibilidades?” Isso mesmo. As hipóteses, quando se tornam algo a ser explorado, conseguimos ilustrar possibilidades a serem testadas.

Agora é o momento de “brincar” com os números e dizer: se eu fizer isso, será que vai aumentar ou abaixar esse número?

Documente seu plano de growth, suas hipóteses e como elas foram baseadas. Lá na frente você vai precisar disso. Seja para comemorar um bom resultado ou descartar uma hipótese.

No cenário real, nesse momento, além dos dados, inúmeras informações são levantadas para ajudar a validar essas possibilidades.

  • Faça testes

Com sua lista de hipóteses e possibilidades, é a hora de criar um plano de ação com possíveis soluções a serem colocadas em teste.

No plano de ação é indicado determina estrategia, tática e operação, além dos papeis dos profissionais envolvidos no processo (é hora de reunir o time).

Para os seus testes fazerem sentido ao final do primeiro ciclo, algo fundamental deve ser levado em consideração: a fidelidade dos dados e a aderência do KPI. Nesse momento, muitas vezes é necessário revisar os itens 1 e 2 do ciclo para deixar mais claro e firme o que se tem de expectativa para com os testes.

Lembre-se: a coleta de dados (item 1) que irá fazer ao final desta etapa (item 4) orá te dar uma validação das suas hipóteses e possibilidades permitindo, assim, buscar um crescimento contínuo. Por isso é chamado de “ciclo”.

Escrito por Fernando Griskonis

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *