Crise COVID-19 como uma aceleradora de tendências

O que mais lhe chama atenção nessa fase em que estamos vivendo? Não poder fazer uma série de coisas ou ter que realizar algo que já tinha passado pela sua cabeça, mas não sob essa circunstância?

Já reparou na relação que existe entre algumas tendências apontadas nos últimos 5 anos com a era COVID-19?

Vale ressaltar que os guias dessas mudanças avaliadas como tendências são inúmeros: tecnologia, processos, ideias, conceitos, novos modelos de negócios, ideologias, produtos, comportamentos, hábitos e costumes, apenas para citar alguns.

Marcas

As marcas estão em processo de transição, de vendedoras de produtos e serviços para ofertas de experiência e satisfação. “Não estamos abertos a coisas novas — passamos da mentalidade de ganho para a de manutenção, o que é importante para muitas marcas perceberem”, afirmou Simon Moore, CEO da Innovation Bubble, empresa de ciência comportamental. “Marcas que pensam: ‘Vou começar a comercializar um novo produto ou serviço’ — isso não vai funcionar”. O “novo normal” deve alterar não apenas decisões imediatas, mais ligadas à subsistência imediata das empresas.

Do it yourself – DIY

Já observou como as pessoas estão postando fotos utilizando o tempo em casa para fazer coisas novas? Como fazer pão, costurar, jardinagem, pintura, e isso está gerando novos hábitos e costumes, que tendem a ficar após o desaparecimento do vírus.

Mudanças na forma de trabalho

O formato home office já era uma tendência forte antes da crise COVID-19, e agora está impulsionando trabalhos mais flexíveis e a informalidade. A distância se tornou algo menos importante e o tempo ganho pela falta de locomoção virou hora produtiva para outras atividades profissionais. Vídeos chamadas e ligações com hora de início e fim tem tomado o lugar de reuniões presenciais, e os profissionais estão sendo obrigados a serem mais ágeis e aproveitando melhor o tempo.

Comércio e entretenimento online

Pedidos por aplicativos já estavam entrando no radar de muitas pessoas, e agora estão se tornando realidade, como Uber Eats, iFood e Rappi. No Brasil, uma pesquisa da empresa de análise RankMyAPP, revela que, entre 20 de fevereiro e 16 de março, as instalações de apps de entregas, como iFood, Uber Eats e Rappi, cresceram 24% em relação ao mesmo período do ano passado. “A covid-19 já provoca mudanças estruturais no hábito dos consumidores de varejo digital. Cada vez mais pessoas optam por adquirir pela internet itens de necessidade básica, como produtos de supermercado ou de farmácia. Enquanto isso, itens de maior valor agregado, como eletrônicos, ficam em segundo plano”, explica André Dias, diretor executivo do Compre&Confie .A internet tem sido o ponto de encontro entre as pessoas para o trabalho e também para o entretenimento. A plataforma Netflix divulgou que ganhou 15,8 milhões de assinantes no primeiro trimestre de 2020, um aumento de 23% em relação ao mesmo período de 2019, entanto, não tem apresentado números sobre audiência, assim como a Amazon.

Educação online

O questionamento de aulas virtuais ficou para trás. A transformação digital foi imposta. A pandemia obrigou a nos transformar remotamente. Quando a pandemia passar, as empresas de ensino irão avaliar uma série de situações e uma delas será manter no online com venda de cursos. O grande aprendizado pós-pandemia é quem não fez vai ter de fazer, e quem já fez, vai ter de incrementar com uso de novas tecnologias e comunicação.

Fitness online

“Além das academias de ginástica e clubes esportivos estarem fechados, o surto tem obrigado milhares de pessoas, em todo o mundo, a períodos de isolamento para evitar a propagação do vírus, o que dificulta a realização de caminhadas, corridas ou passeios de bicicleta ao ar livre. Só que a atividade física pode ser uma boa forma de passar o tempo em casa para quem se sente bem e está assintomático”, afirma o professor e diretor da Faculdade de Educação Física (Faefid) da UFJF, Jeferson Macedo Viana. Diversos aplicativos grátis oferecem treinos prontos que não precisam de aparelhos para serem realizados, trabalhando grupos musculares específicos e usando objetos comuns para a realização dos movimentos. As séries são exibidas em vídeos explicativos, em que profissionais fazem os movimentos para que o usuário reproduza, na prática, onde estiver. Entre as opções, estão o Nike Trainig Club, o 8Fit e o Treino em Casa, todos grátis e disponíveis para Android e iPhone.

Novos modelos de negócios

Estamos passando por uma ressignificação e alguns negócios vão perder a importância, enquanto outros alcansarão maior relevância. As empresas tradicionais não estão garantidas, pois, precisam se reinventar. Setores que podem ficar em desvantagem pós-pandemia são: automotivo, combustível, construção, negócios imobiliários, petróleo, turismo e viajem. Já os que podem levar vantagem são: agricultura, bem-estar, e-commerce, educação à distância, energia, entretenimento digital, logística, saúde e medicina.

Não foi fornecido texto alternativo para esta imagem

Ao encontro dessas tendências aceleradas pela crise, a Dcode EFC Analysis apresenta um gráfico de áreas de negócios que possuem maior potencial de retomada e/ou sobrevivência. Os negócios que já compartilhavam de tendência crescente, possuem expectativa de recuperação mais rápida ou maior resistência. Se você está pensando em um novo negócio, refletir sobre esse gráfico poderá lhe ajudar em alguns pontos de escolha, como o ramo de atuação e a forma de comercialização do seu produto ou serviço.

Esse artigo, foi escrito para ajudar a resgatar algumas “verdades” que já tínhamos vontade de acreditar, fazendo um paralelo com o atual momento, e assim, tomar algum novo rumo ou estabelecer um novo pensamento de forma mais confiante.

Fontes e referências: Mintel Brasil, E-commerce Brasil, iab Brasil, Meio e Mensagem, Harvard Business Review e Sebrae.

Escrito por Fernando Griskonis

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *